Metade


5 de março de 2014 
Porque uma parte de mim é Dor.
E a outra parte VAIDADE.
Porque metade de mim é Amor.
E a outra metade SAUDADE.

Porque uma parte de mim é LOUCURA.
E a outra parte a Razão.
Porque metade de mim é aventura.
E a outra metade Solidão.

                ...

Chega de só partes!
Quero ser o primeiro.
A viver sem metades,
A querer por inteiro.


- Ellen Fidelis da Silva




Ouçam: https://www.youtube.com/watch?v=f83i-WuZ824  Metade/ Adriana Calcanhotto
https://www.youtube.com/watch?v=ujQoUEdXr_8  Metade/ Oswaldo Montenegro

Redenção (insensível perdição)


1 de março de 2014
Queria poder não me importar
Um dia ao menos me calar,
Sem a você querer salvar.
Em paz, soltar as tuas mãos.

Deveras eu ter confundido,
E a você ter convencido
De que AMAR O PERDIDO
É demais pro coração.

Será que eu errei ?
A você me entreguei.
Pois sempre desejei
Que encontrasse Redenção.

- Ellen Fidelis da Silva


Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade



"Muito prazer me chamam de otário
Por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas"

Dom Quixote
Engenheiros do Hawaii

Lágrimas e chuva


22 de fevereiro de 2014 
Finas gostas a terra absorvia,
Onde a chuva levemente caía.
Era mais um daqueles dias frios,
De mentes cheias e corações vazios.

Deitada num velho sofá de couro,
Sonhava com um futuro duradouro.
Ocupava-me com livros e poesias,
Para não entregar-me às agonias.

Nada ali prendia minha atenção,
Não mais aqui encontrava coesão.
Queria refeltir, um dia ao menos sumir.
Culpava a chuva de impedir...

...Meu sofrimento assim partir.


- Ellen Fidelis da Silva.


"É SÓ MAIS UMA DIA DE CHUVA e eu vou pra redenção
Pois amanhã já vou estar em outro lugar
Muito longe daqui, muito longe de ti (...)". ♪


"Lágrimas e chuva
Molham o vidro da janela      ♪
Mas ninguém me vê
O mundo é muito injusto
Eu dou plantão nos meus problemas
Que eu quero esquecer

Será que existe alguém
Ou algum motivo importante
Que justifique a vida
Ou pelo menos este instante

Eu vou contando as horas
E fico ouvindo passos
Quem sabe o fim da história
De mil e uma noites
De suspense no meu quarto

Eu perco o sono e choro
Sei que quase desespero
Mas não sei por quê

A noite é muito longa
Eu sou capaz de certas coisas
Que eu não quis fazer
Quis fazer
Será que existe alguém no mundo? (...) ♪ ♫

- Kid Abelha

http://www.youtube.com/watch?v=kmbbV9fXcgc&feature=kp 

SAUDADE


31 de janeiro de 2014
Uma palavra.
Um sentimento.
Gama de significados.

É a falta.
O contratempo.
Amores indelicados.

É distância.
Solidão.
Uma mistura.

Extravagância,
De uma condição.
Mas qual a cura?

Será o abraço,
O tempo...
Ou a magia?

Fracasso,
De um coração
Em NOSTALGIA.

 -Ellen Fidelis da Silva

Re-A-cordar


8 de novembro de 2013 
Talvez seja uma conspiração,
Que hoje o fez RECORDAR. 
Talvez por uma cega paixão,
Você não queira ACORDAR.

Talvez incompreendidos somos.
Banhados em pensamentos árduos.
Talvez separados fomos,
Então presos e Enclausurados.

Até quando serei um fardo,
Que você carrega e não liberta?
Até quando será o passado,
Que você vive e não se entrega?

- Ellen Fidelis da Silva

Verborragia


Uma noite dessas quero acordar.
Observar o relógio às três marcar.
Em meio à penumbra levantar.
Tentar outra vez não sonhar.

Um dia desses quero esquecer.
Observar os finos ponteiros bater.
Em meio às rosas florescer.
 Tentar uma vez não envelhecer.

Numa manhã dessas quero sorrir.
Observar o tempo devagar fluir
Em meio à chuva dormir.
Tentar de uma vez me redimir.

Numa tarde dessas quero compor.
Observar a hora se antepor.
Em meio ao sol se por.
Tentar outra vez ‘me’ transpor. 

- Ellen Fidelis da Silva

R.I.P. Solidão

Difícil é dormir...
Quando a mente não se cala.     
Arrepio vem e desperta a alma.
O coração então dispara.

Senti-me colidir,
Com uma dor que sufocava.
Sozinha no quarto eu aguardava,                                     
O sono vir de madrugada.

Este poema escrevi.
Pois só me veio a inspiração.                                   
Papel e caneta à mão...                                               

Aqui jaz a solidão.
                                                         
 - Ellen Fidelis da Silva

 R.I.P. = Requiescat in pace - locução latina que significa "repouse em paz".


Pássaro de fogo


Estava tarde quando senti.
Meu passado em cinza ressurgir.
Quis fugir. Ir para casa.
Eu era uma FÊNIX em brasa.

O suor aumentava com o calor.
A pele queimava tamanho o pavor.
O fogo consumia todo o ar.
Agonia. Impedia-me respirar.

A mente entrava em combustão,
Os sentidos chegavam à erupção.
As lembranças continham o desespero.
A morte parecia exagero.

Até quando eu iria suportar,
Pesadas cargas carregar?
Minhas lágrimas já não mais curavam.
Meus dias no fim estavam.
            ...            
                                         
Fechei os olhos, tentei esquecer.
Das cinzas me vi renascer.
Meu desejo apesar de fatal
Fez da ESPERANÇA uma IMORTAL .

- Ellen Fidelis da Silva

(Para os povos antigos, a fênix simbolizava o Sol. Ao final de cada tarde se incendeia e morre, renascendo a cada manhã. Neste sentido, acreditavam que ela vivia constantemente em chamas, por isso era conhecida como Pássaro de Fogo. Diante da perspectiva da morte, ela era considerada como um símbolo de esperança, de persistência e de transformação de tudo que existe, um sinal da vitória da vida e da inexistência da morte como ela é atualmente concebida pela civilização ocidental. É de dizer também que suas lágrimas tem poder de cura, além da apacidade de carregar grandes cargas ao voar).

LibertaDor


Quando em noites frias,
O cobertor não acalentar.
Com olhos cheios e mãos vazias,
Ficar dificil perdoar.

Sonhe, acorde e chore!
Dizem que a DOR LIBERTA.
Pare, reflita e ore!
Dizem que a FÉ é certa.

Acredite!
Seja um sonhador.
Até mesmo no limite.
É algo LibertaDor.

- Ellen Fidelis da Silva

Chocolover


És Perfeito,
Como chocolate quente.
Bem Liquefeito,
Doce e envolvente.

Tens no peito,
Um coração latente.
Tão suspeito,
Mas persistente.

Tens me feito,
Amarga e eloquente.
Satisfeito?

...Indiferente.

- Ellen Fidelis da Silva

SeraFIM


Em tempestades assim,
Eu vejo.
Que você não é para mim,
Eu desejo.
Como pétala de jasmim,
Eu gracejo.

Tua essência querubim,
Eu cortejo.
Lábios macios de cetim,
Eu beijo.
Existirá um outro fim?
Eu prevejo.

- Ellen Fidelis da Silva

Liberta-me


‎Se você não quer que eu vá.
Por favor, não me deixe ir.
Melhor oportunidade não há.
Algum momento, terei que partir.

Não demore muito a decidir,
O tempo é instável e abstrato.
Não deixarei de existir,
Mesmo que nunca tenhamos um trato.
  
Preciso me libertar,
Dessa agonia, essa dor.
Que prende-me sem pudor.
Desejo desesperadamente voar.
Chega de sonhar... 

Com você ou sem você pela vida irei caminhar!

Vênus


(sobre o dia 08 de setembro de 2013)

Hoje ao crepúsculo pude vislumbrar,
Um raro fenômeno iluminava o céu.
Na acanhada Lua quis me debruçar,
E a Vênus me cobrir de véu.

Vi teus olhos no chão de estrelas,
Perdidos em minha sutil constelação.
Olhei a Lua, fiquei vermelha.
Seria possível alguma admiração?

A noite esbanjava rara beleza.
Assisti Vênus se aproximar do luar.
Não se esperava tamanha aspereza,
Em poucas horas o planeta ocultar.

- Ellen 

Créditos - fotografia: Carolina Vêncio

DExistir


Quantas lágrimas já derramei,
Nas termas águas de um chuveiro.
E quantas noites passei,
Na solidão de um travesseiro.

Quantas promessas já foram quebradas,
Nos momentos de tua ausência.
E quantas verdades desmascaradas,
Nesta minha persistência.

Persistência ou teimosia,
Ainda não sei definir.
Sei que amor não traz alegria,

Ser feliz é dExistir ?

- Ellen

Equinócio




Aconteceu...
Quando as tempestades de verão cessaram.
O céu sem nuvens, emudeceu.
As folhas pardas caídas marcavam,
O caminho que ali percorreu.

Dia calmo, clima ameno.
Anunciavam uma nova estação.
Não se esperava ser tão pequeno,
O que despertaria seu coração.

Sonhos, doce esperança.
Manhã pálida de outono.
Abrira os olhos... Uma lembrança.
Temor, lágrimas e abandono.

- Ellen Fidelis da Silva

Errar?




Talvez errar,
Seja apenas um caminho.
Que escolhemos sem pensar,
E percorremos sozinhos.


Talvez,
Não existam mesmo erros.
E sim,
Escolhas!

Pois, são elas
Que nos trazem até aqui.
Que nos dão,
Oportunidades tão belas...

De mudar ou de partir.

Talvez,
Não há certo ou errado.
Mas sim,
Diferentes aprendizados!

- Ellen Fidelis da Silva